Mês: janeiro 2010

Gastronomia: Café

 © Todas as fotos incluídas neste site, estão sob a Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998. Uso da imagem somente com autorização do autora Nádia Jung

© Todas as fotos incluídas neste site, estão sob a Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998. Uso da imagem somente com autorização do autora Nádia Jung

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“Não se está fotógrafa, é-se”

 

“Não se está fotógrafa, é-se”

nadia jung fotografia

Nádia Jung nasceu no Mato Grosso do Sul em 1980, e, morou em Santa Maria, no Rio grande do Sul de 1985-2000, apesar de fotojornalista, o seu percurso profissional começou nas artes. De uma pequena galeria em Recife, para a qual fez alguns trabalhos como freelancer, passou para o AERPA ( extensão do IPHAN ), em 2003, numa altura em que ainda estava a dar os primeiros passos. Trabalhando com patrimônio histórico, despediu-se em 2006 e, um ano depois, viria a conhecer o `sítio` onde acabaria por ficar e viver por um ano: no Rio de Janeiro com fotografia. Apesar de não ter formação (formou-se “no terreno, a bater com a cabeça e por tentativa erro”), começou a dar aulas de folclorização e questões relacionadas à propriedade intelectual no Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, pois “a formação é fundamental, mas é mais fundamental a paixão”. Mas, como a vida de dar aulas não dava espaço ao seu espírito de “criadora de coisas” e sentia falta de estar atrás das câmaras, voltou a trabalhar em fotojornalismo.

A paixão pela fotografia cresceu quando uma proposta surgiu há cerca de dois anos depois no Rio Grande do Sul, uma proposta do grupo RBS para uma reportagem nos PAMPAS marcou a entrada definitiva no fotojornalismo. Desde então, colabora também com o banco de imagens da FOLHA SP.

Fotografa diariamente e o seu trabalho tem sido reconhecido em um importante site de fotografia, como o 500px. Para si, “a fotografia é intimidade: tem de existir quem tira e quem vê. Eu busco algo, fixo na minha câmara e dou a alguém aquele pedaço da minha intimidade. Aquilo é meu”. No entanto, ser fotojornalista retira-lhe essa particularidade ao que tanto gosta de fazer, porque requer que fotografe para um público vasto.

Nadia deslocou-se à São Paulo, enquanto freelancer (algo que faz regularmente), para fotografar especificamente alguns eventos no segmento enogastronomico conquistado uma parcela de clientes (franceses e portugueses) a expandir-se no setor para também Rio de Janeiro. O resultado foi um conjunto de cinco fotografias que chegaram também ao domínio internacional – sendo o último trabalho a ser realizado em conjunto com o turismo e marketing da Bourgogne/FR e o anterior em algumas regiões vinícolas de Portugal, recentemente.

Um guia de vinhos e um livro em andamento.

Considero pertinente e interessante terminar com uma reflexão da própria acerca do que vemos, atualmente, como uma crise no (foto)jornalismo, e que poderia também dar origem a uma longa reflexão acerca do tema.

“Há aquela ideia do jornalismo de toda a gente, do jornalismo cidadão: isso não é jornalismo, isso é oportunismo/coscuvilhice. Quem é que protege? Tens carteira ou não tens? Como é que funciona? Toda a gente é fotógrafo hoje em dia, o iPhone é a primeira câmara que temos. Isto é um conceito meio perigoso. Acho que há coisas que funcionam em aliança, em círculo, não têm princípio nem fim – têm só zonas por onde andam. E isto é uma zona por onde está, mas depois vai voltar outra vez à contratação de fotógrafos. É tudo uma questão de ciclo a fechar-se, e eu acho que isto vai passar quando começar a dar problemas, quando começar a perder a credibilidade.”